Dez são investigados por fraudes em licitações de transporte em Goiás – TV CMN – Canal Municipal de Notícias
Enviado no dia 15/12/15 11:26:47 - Atualizado em 15/12/15 às 11:27:02
Dez são investigados por fraudes em licitações de transporte em Goiás
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Dez pessoas são investigadas por suspeitas de irregularidades em licitações para operação do transporte público em Planaltina de Goiás e Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. Entre elas está o ex-prefeito de Planaltina José Olinto Neto (PSC) e representantes de quatro empresas. Os envolvidos chegaram a ser presos temporariamente e, após cinco dias reclusos, foram soltos entre a noite de domingo (13) e a madrugada desta segunda-feira (14).

Segundo o Ministério Público de Goiás (MP-GO), as suspeitas de fraudes ocorreram entre 2009 e 2013, quando os Tribunais de Contas da União e de Goiás apontaram irregularidades na contratação de transporte escolar em Planaltina de Goiás. Na época, a cidade era comandada por José Olinto Neto, apontado como o pivô do esquema.

De acordo com a investigação, três empresas que atuavam na região, sendo a JR Turismo, a Transportadora Três Irmãs e a Setracom, foram beneficiadas nas licitações e, ao serem contratadas para prestar os serviços em Planaltina, davam uma espécie de contrapartida a Olinto Neto, dono de uma frota de transporte interestadual que atua em Águas Lindas de Goiás, chamada Lorennatur. Com isso, as companhias repassavam ônibus coletivos como pagamento, que eram usados pela empresa do prefeito.

O MP-GO diz que escutas telefônicas e quebra de sigilos bancários comprovaram que as empresas se associaram para definir quem ganhava as licitações, qual seria o preço cobrado, e que tudo acontecia com a conivência do ex-prefeito e da ex-secretária de Educação Stella Maris Galvão Lombardi. Durante o período em que as fraudes ocorreram, as empresas chegaram a receber quase R$ 5 milhões da Prefeitura de Planaltina.

“Nós temos documentos que vinculam as empresas e que demonstram uma ligação dos gestores e essas companhias. Então, isso tudo é muito relevante para mostrar que houve uma organização criminosa, tudo isso com a conivência do ex-prefeito”, afirmou o promotor de Justiça Rafael Simonetti.

O Portal G1 tentou contato com o ex-prefeito José Olinto Neto, com a ex-secretária de Educação e atual vereadora Stella Maris Galvão Lombardi, mas eles não foram localizados para comentar o assunto até esta publicação.

A reportagem também tenta contato com as empresas JR Turismo, Transportadora Três Irmãs, Setracom e Lorennatur desde a manhã desta segunda-feira, mas as ligações não foram atendidas.

Prisões

Os suspeitos por envolvimento nas fraudes foram detidos na Operação Fim da Linha, deflagrada na última quarta-feira (16), em cidades goianas e no Distrito Federal, após a Justiça acatar o pedido do MP-GO.  Segundo o órgão, as prisões foram necessárias para que os investigados não atrapalhassem a colheita de provas, já que também foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão.

Alguns dos presos foram encaminhados para o Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, e outros para uma unidade prisional no DF.

Segundo o promotor, todos serão denunciados pelos crimes de favorecimento em licitações públicas, corrupção ativa, corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

“Faremos a denúncia nos próximos dias. Ela deve ser aceita pela Justiça, em função da gravidade do desvio de verbas públicas e por causa da precariedade do serviço de transporte público que é oferecido aos usuários daquela região”, destacou Simonetti.

Fonte: G1 / TV Anhanguera / Goiânia

Foto capa: TV CMN

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    • Segundo o promotor, todos serão denunciados pelos crimes de favorecimento em licitações públicas, corrupção ativa, corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Alguns dos presos foram encaminhados para o Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, e outros para uma unidade prisional no DF.

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