Justiça toma medidas para proteger autoridades que tentam barrar criminosos – TV CMN – Canal Municipal de Notícias
Enviado no dia 14/11/14 10:35:21 - Atualizado em 14/11/14 às 10:35:21
Justiça toma medidas para proteger autoridades que tentam barrar criminosos
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Pela primeira vez no DF, juízes usam norma federal a fim de se resguardarem em ação voltada para impedir o crescimento de facção.

Policiais em Águas Lindas durante a Operação Tabuleiro: 15 mandados de prisão e nove de busca e apreensão cumpridos

Policiais em Águas Lindas durante a Operação Tabuleiro: 15 mandados de prisão e nove de busca e apreensão cumpridos

A presença de uma grande facção criminosa no DF fez a Justiça tomar uma série de precauções para proteger as autoridades envolvidas diretamente com o caso. Pela primeira vez na história de Brasília, a decisão de autorizar a Operação Tabuleiro, da Polícia Civil e do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), teve a assinatura de um trio de juízes. O principal objetivo da medida é evitar a exposição de um único responsável por assinar ações que desagradem à cúpula do crime organizado.

O grupo, com atuação criminosa em todo o país, vinha se infiltrando discretamente na capital e nos municípios goianos situados à sua volta. Contava com 27 membros “batizados” e recrutava novos soldados. Durante mais de um ano, a Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Deco) e promotores de Justiça monitoraram os passos da quadrilha na região central do país. Os pedidos dessas duas instituições foram recebidos por mais de um magistrado, que, em comum acordo, autorizaram, por exemplo, interceptações telefônicas, prisões e buscas.

Essas autoridades usaram as prerrogativas garantidas pela Lei nº 12.694, de 2012, criada depois do assassinato da juíza Patrícia Acioli, no Rio de Janeiro, em agosto de 2011. Ela combatia um grupo de PMs corruptos que atuava na Baixada Fluminense (leia Memória). A Justiça do DF não se pronunciou sobre a investigação pelo fato de ela correr em sigilo absoluto, mas um desembargador aposentado informou que a norma preserva quem julga integrantes do crime organizado. “O primeiro benefício é aumentar a lisura da apuração e, segundo, tirar o foco de cima de uma pessoa. Ninguém quer ficar marcado.”

Em Portugal, a medida existe há décadas. Lá, qualquer crime com pena superior a 5 anos é analisado por um coletivo de juízes. No Brasil, por enquanto, o mecanismo só é adotado em investigações que envolvam facções poderosas. Mas copiar o modelo europeu exigiria uma profunda reformulação do Judiciário. Na prática, até as audiências dos suspeitos de integrarem o braço brasiliense do crime serão acompanhadas pelos três magistrados. “O interessante é que não pode haver divergência. Isso fortalece as decisões de primeiro grau”, considerou um promotor de Justiça acostumado a lidar com investigações complexas na área criminal.

Veja a operação que ocorreu no dia (07/11). Veja Matéria

Fonte e foto: CORREIO BRAZILIENSE

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2 Comentários

  1. SÓ FICO IMAGINANDO COMO QUE OS CAMARADAS AGEM LIVREMENTE NO ENTORNO E A PCGO E A JUSTIÇA DE GOIÁS NÃO FAZEM NADA. VOLTO A REPETIR ESSE PROBLEMA E QUE PROBLEMA É DE GOIÁS POIS O ENTORNO FAZ PARTE DO ESTADO, E NÃO DO DF OQUE TEM QUE ACONTECER AINDA MAIS AGORA É UMA INTEGRAÇÃO COM AS FORÇA DE SEGURANÇA DO DF E GO.

  2. MAIS UMA VEZ MEU NOBRE RÉPORTER TENHO QUE LHE INFORMAR QUE O PRIMEIRO COMANDO DA CAPITAL TINHA RAMIFICAÇÃO NOS PRESÍDIOS DO ENTORNO INCLUSIVE EM ÁGUAS LINDAS DE GOIÁS E NÃO NO DF OU SEJA COM ESSA OPERAÇÃO DA PCDF ESPERAMOS QUE A CÉLULA DO PCC TENHA REALMENTE SIDO CORTADA PELA RAIZ FIQUEI SABENDO QUE ELES VÃO FICAR NO PRESÍDIO DA PAPUDA SE FOR VERDADE O ENTORNO PODE FICAR TRANQUILO POIS LÁ EU GARANTO QUE ELES NÃO TERÃO CELULARES E NEM MORDOMIAS. OBS, HÁ CATORZE ANOS QUE ELES TENTAM SE INFILTRAR NO DF E NÃO CONSEGUE ESTÃO TENTANDO PELO ENTORNO MAIS TEMOS UMA PCDF ATUANTE É FATO.

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