Polícia acha sequestradora e bebê em Planaltina de Goiás – TV CMN – Canal Municipal de Notícias
Enviado no dia 29/06/17 21:03:52 - Atualizado em 29/06/17 às 21:03:52
Polícia acha sequestradora e bebê em Planaltina de Goiás
Mulher foi presa dentro de táxi, rumo a Planaltina de Distrito Federal. Ela ameaçou matar a criança, caso o taxista retornasse a Brasilinha
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A acusada de sequestrar um bebê no centro de Brasília na manhã desta quinta-feira (29/6) foi encontrada em Planaltina de Goiás, a quase 60km de Brasília. Cevilha Moreira dos Santos, 44 anos, está presa no Centro Integrado de Operação de Segurança (Ciops). A criança passa bem e, depois de passar por avaliação médica no Hospital Santa Rita de Cássia, que fica na cidade do Entorno do DF, recebeu alta.

A menina, de 3 meses, foi levada do Conic, no Setor de Diversões Sul (SDS). Segundo informações da PM, a mãe, Arlete Bastos, teria deixado a criança com uma conhecida, enquanto fazia exame admissional para uma possível vaga de emprego.

Do Conic, a mulher foi parar em Planaltina de Goiás. Lá, procurou um conhecido, que a levou ao hospital, a pedido da sequestradora. Neste momento, o serviço da PM de Goiás já estava no encalço da acusada.

O sargento Etelvino Torres, da PM de Goiás, atuou na ocorrência. Ele disse que Cevilha foi abordada depois de seguir de táxi em direção a Planaltina do DF, por volta das 16h40. Ao perceber que ia ser encurralada pelos militares, disse ao taxista que, se ele retornasse ou fizesse alguma manobra, iria matar o bebê.

Desde o momento da prisão Cevilha não disse uma só palavra aos policiais. Não explicou porque sequestrou o bebê. Ela passou por exames e foi levada ao cárcere. “Em 25 anos de PM, essa foi uma ocorrência que mexeu muito. A sensação é de dever cumprido”, disse o sargento Torres.

A sequestradora tem passagens por tentativa de homicídio, furto, apropriação indébita, lesão corporal, injúria e ameaça.

Por volta das 17h45, Arlete, a mãe, saiu da Delegacia de Repressão a Sequestro (DRS), onde prestava depoimento, para encontrar a filha levada pela sequestradora. Ela foi encaminhada ao hospital e, depois, seguiu para o Ciops, onde a ocorrência foi registrada. Tranquila, Valentina não para de mamar.

Como foi o sequestro
Testemunhas contaram que, na manhã desta quinta, a mulher pegou um táxi no Conic e desceu na estação do metrô da 114 Sul. Policiais fizeram buscas em todos os vagões e nos terminais e não a encontraram.

A família da mãe do bebê acredita que a mulher planejou o crime. Um parente contou ao Metrópoles que a sequestradora conheceu Arlete no posto de saúde da Vila Rabelo, em Sobradinho, onde eles residem, na semana passada. Na ocasião, disse que estava precisando de emprego para sustentar os quatro filhos.

“Ela foi hoje à casa de Arlete e falou que tinha arrumado um emprego para ela ganhar R$ 1 mil. Chegando à empresa em que seria feito um exame admissional, as duas não conseguiram entrar com o bebê. Então, a mãe deixou a criança com a mulher e, quando voltou, ela havia sumido”, disse Jonathan Dias dos Santos, casado com a sobrinha da Arlete.

Segundo Madalena dos Santos Silva, cunhada de Arlete, antes de saírem juntas de casa, a suspeita chegou a fazer compras no valor de R$ 150 para ajudar a família. Imagens do sistema de segurança da empresa mostram a suposta sequestradora ao lado da mãe, que veste um colete salmão e carrega uma bolsa. Elas ficam lado a lado.

Sem restrições
Segundo a proprietária da clínica Amigo Medicina do Trabalho, onde a mãe foi fazer o exame admissional, Ana Maria Rocha, a empresa não tem restrições para que as mulheres entrem com bebês nas consultas. “Ela preferiu deixar com a conhecida. Quando saiu do exame, perguntou para as funcionárias se alguém tinha visto a filha. Disseram que não e, então, ela saiu gritando e correndo”, explicou.

A empresa funciona no 1º andar do Edifício Boulevard Center, no Conic, e não tem câmeras de segurança. Todas as imagens foram feitas pelo sistema de vigilância do prédio.

O caso ocorre 23 dias depois do sequestro do pequeno Jhony dos Santos, levado pela estudante de enfermagem Gesianna de Oliveira Alencar, de um quarto do Hospital Regional da Asa Norte (Hran). (Aguarde mais informações)

Reportagem do jornal Metrópolis

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  • castro dentro

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